Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

Dia internacional da mulher

Ontem, 08 de março, foi o dia internacional da mulher. Tenho outras postagens neste blog que tratam deste tema, então não vou escrever o óbvio, ou seja, que este é um dia de luta das mulheres. Pois é, dar parabéns pelo nosso dia é de uma estupidez tremenda. Dar parabéns por qual motivo? Será que é por sofrermos violência a cada cinco minutos neste país ou sermos estupradas ou ganhar menos que os homens para exercendo a mesma atividade laboral? Então, acho que ser mulher é massa, mas dar parabéns em um dia de luta é meio oi? Aqueles papos de que as mulheres são melhores que os homens também é meio oi? Homens tem essa mania condescendente de dizer que nós mulheres somos seres melhores e superiores. Aff. Somos todos seres humanos, somos únicos e diferentes. Tem mulher mara, mas tem mulher traste por aí, a diferença é que nós não somos privilegiadas pelo machismo, enquanto os homens sim.

Ontem tivemos um ato aqui em São Paulo-SP, na verdade tem todos os anos. Confesso que estou meio aborrecida com umas questões e nem estou afim de entrar em maiores detalhes, mas a parte que nos toca, o ato foi bom. A Marcha Mundial de Mulheres trouxe alegria e palavras de ordens coerentes ao feminismo. Acho que o saldo foi positivo. Agora é continuar com a luta cotidiana para desconstruir o machismo.

No próximo sábado, 12 de março de 2016, vai ocorrer a Parada Lilás na cidade Santo André-SP. Conto com a presença de vocês para lutarmos juntas pelo fim da violência da mulher. Será na Praça do Carmo, a concentração será às 09 da manhã.

 

 

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Parceria entre mulheres: avisem a atual que o ex é um agressor.

 

 

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Imagem tirada daqui: http://lagesnoticias.blogspot.com.br/2015/10/outubro-rosa-abraco-coletivo-no-tanque.html

Tem um tempo que comecei a refletir sobre o assunto, foi graças a uma postagem da minha amiga Geo. Nós mulheres somos criadas para sermos rivais, ouvimos muito que mulheres não são amigas de verdade ou que não somos confiáveis. Pois é, fiquem sabendo que apesar desses absurdos que nos dizem, nós somos gente. Isso significa que somos de todos os tipos, logo, SIM, MULHERES SÃO CONFIÁVEIS E AMIGAS! Esse discurso é só uma estratégia do patriarcado para nos manter aprisionadas, pois se nós nos unirmos, ganharemos essa luta contra a opressão facilmente. Como assim existe uma categoria de ser humano que não é confiável? Você, miga, é confiável? Porque eu sou e muito confiável. Além disso, sou muito amiga, quem é meu amigo ou amiga sabe disso muito bem disso.

Seguindo os esclarecimentos iniciais, vamos lá! Você namorou um cara nojento, crápula, machista de merda, cabra safado, como você gostar de chamar. Esse cidadão cometeu violência doméstica com você (isso inclui te bater, humilhar, fazer gaslighting e/ou afins – lembrando que a violência psicológica DEVE ser levada em consideração). Aí o cara começa a namorar outra, você sabe que o triste é um predador, então o que você vai fazer? Ficar em silêncio? Ok, tem gente que não consegue lidar e isso é super válido, pois cada pessoa tem o seu tempo. Mas, digamos, que você tenha condições de lidar com a situação, que você fará?

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Queijo Vegano da SuperBom

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Imagem retirada daqui: http://www.gironews.com/lancamentos/foco-no-publico-31492/

Para quem não sabe, eu sigo uma dieta vegana, tenho intolerância a lactose e como não comia carne mesmo foi um pulo. Tem toda uma coisa sobre não ver sentido em cortar a carne da dieta, mas continuar comendo produtos de origem animal, mas ao mesmo tempo eu acredito que a vida é construída em cima de impermanências, logo as coisas não são sólidas. Não curto me apoiar em identidades e achar que as coisas são pra sempre. Então, de forma geral sigo uma dieta vegana, mas acolho as mudanças e trepidações da vida, se eu tiver que comer carne em algum momento ok.

Nessa vida de não poder comer queijo de origem animal, tentei fazer alguns e não rolou, aí descobri esse queijo da SuperBom. Gente, é delicioso!! Derrete e tudo. Costumo comer com tapioca, mas dá pra comer com qualquer coisa. É um queijo normal, só que feito com vegetais e tal.

O que eu mais gosto é o queijo prato, mas os outros também são gostosos. O preço é bom, compro em uma loja na Domingos de Morais (Vila Mariana – São Paulo – SP) e custa R$ 40,00 o quilo. Se alguém quiser o endereço passo depois. É bom procurar, pois como moro em um bairro que é super faturado, já encontrei a peça que pago R$ 19,50 por – pasmem – R$ 35,00.

Depois eu posto uma foto de algo com esse queijo para vocês verem.

Um beijo grande!

 

 

 

 

 

 

 

 

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Qual o lugar da doença em nossas vidas?

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Imagem retirada daqui: http://www.escolapsicologia.com/felicidade-construa-o-seu-suporte/

Nós seres humanos buscamos a felicidade e essa busca implica que todos estão sempre em busca dela, mesmo quem estupra, quem mata, quem rouba, todos estão em busca da felicidade. Acho que o problema está no nosso entendimento de felicidade, na motivação que construímos para “conquista-la”. Mas, infelizmente, essa felicidade é condicionada, por tanto, está sempre sujeita as impermanências da vida. Ficamos tão felizes por ter conseguido uma promoção no trabalho, mas logo perdemos essa felicidade ao nos deparamos com alguma perda, que pode ser até do próprio emprego.

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BB Cream da L’Oréal

 

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Imagem retirada daqui: http://viviribeiro.com.br/

Oi pessoas, só passando aqui para indicar esse BB Cream. Já tinham me indicado e sou meio curiosa com as coisas, mas tinha um certo preconceito, aí comprei primeiro o da maybelline e odiei, é péssimo, deixa a pele super oleosa. Ok, aí depois resolvi testar esse produto da L’Oréal  e achei que tem um excelente custo benefício. Testei para usar no meu cotidiano, pois eu só uso Nyx e achei melhor deixar pra renovar meu estoque de Nyx na Europa, dar uma economizada e tal.

Eu uso sempre Nyx pelo excelente custo benefícios e por não testar em animais, mas confesso que testei esse BB Cream aí e é muito bom mesmo. Custa super baratinho, uns 30 e poucos reais. Só não espere uma super mega blaster cobertura, mas não espere mesmo, pois BB Cream não é base, ok?

Uma beija e uma sorriza!❤

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Base supimpa: Boa, leve e barata.

Mais um post sobre maquiagem. Gostaria de indicar uma das bases que uso, que a “Revlon custom creations”. Como vocês podem ver na foto, ela possui cinco possibilidades de tons, ou seja, se você tomou aquele solzinho ou tem dificuldades de acertar o tom exato de sua base, pode escolher entre os cinco, e isso ajuda muito. O preço também é ótimo, podemos encontrar de R$ 50,00 a R$ 80,00, e todxs sabemos que isso  ajuda pra caramba, pois base é uma coisa cara e não dá pra passar qualquer porcaria em nossa pele só porque é barata. Estou usando a minha tem uns 4 meses todos os dias e ainda não acabou.

Ela tem uma boa cobertura e é ideal para quem tem a pele normal. Para usar diariamente é bom, não dá a sensação de que você está usando base – estilo reboco –, fica suave e ok. A diferença entre os tons é sutil, mas do primeiro para o último tem diferença. Uso também uma base da MAC, depois mostro aqui, mas como esta é suave e tem um preço ótimo, vale a pena pra usar todos os dias. Embora eu trabalhe em um ambiente executivo, não gosto de ficar carregada na maquiagem, acho desnecessário, prefiro uma produção sóbria, leve, com uma pequena pitada de humor pra dar uma quebrada.

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O melhor batom do mundo – bom e barato

Imagem tirada daqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-629681581-batom-matte-nyx-pronta-entrega-no-brasil-_JM

Esse é mais um post de indicação de produtos de beleza. Adoro testar coisas novas, então se me falam de uma marca de maquiagem, pode ter certeza que vou comprar e usar. Detesto algumas, tipo Boticário, já testei Mary Kay, que achei ok, melhor que Boticário, mas uma marca mediana, nada ohhh e não tenho vontade de comprar novamente. Uso mais MAC e Revlon, mas esses dias me indicaram a Nyx, que é uma marca profissional e excelente, no nível da MAC, com algumas coisas mais caras, outras no mesmo preço e algumas coisas mais baratas. Minha paixão é o batom matte, tenho alguns. Custam super barato, R$ 49,00, é barato, pois quem usa batom que preste sabe que é caro. Pense que a linha mais cara do Boticário, que não fixa nada e nem hidrata direito, custa mais de R$ 50,00.

O batom da Nyx você passa de manhã cedo e depois de almoçar ainda continua de batom. Ele super hidrata os lábios. O meu preferido é o Matte, tem umas cores mara e tal. Adoro a cor alabama. Agora, pessoa, recomendo que você se acabe nas outras linhas, que também são o esquema bom e barato. Também uso a linha Butter Lipstick, que custa R$ 49,00. Ele tem uma fixação menor que o matte, mas dura um monte, é um batom que tem a consistência entre o matte e o cremoso. Super recomendo. Fora isso a Nyx tem uma linha mais barata que custa R$ 35,00, mas nem gostei muito, é bem cremoso e não tem uma super fixação, acho que vale a pena pagar R$ 14,00 a mais e comprar algo top.

Imagem tirada daqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-650780317-nyx-batom-butter-lancamento-todas-as-tonalidades-_JM

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Como dar um renascimento às relações

Kalima quando morava no interior de São Paulo e ainda estava saudável.

Kalima quando morava no interior de São Paulo comigo e ainda estava saudável.

Nos últimos dias tenho pensado muito sobre as relações que construímos, como solidificamos as coisas e achamos que por ter sido sempre assim, será sempre do mesmo jeito. Entretanto, pessoas mudam e a forma como olhamos para todas as coisas também, por isso, congelar as situações pode nos trazer sofrimento. Dessa forma, entender que a relação com o outro é uma construção nossa, pode nos ajudar a dar um novo renascimento, se permitindo viver experiências diferentes dentro de algo que parecia ser fixo.

Vou contar uma história que aconteceu comigo e que ilustra bem isso. Tenho uma companheira de 4 patas chamada Kalima, ela apareceu em minha vida logo após a morte do meu gato Anaxágoras, que foi bem difícil e traumática, mas minha vontade de voltar ao local onde o conheci e o desejo de retribuir todo o afeto que eu tinha recebido, me fez conhecer Kalima e outros gatos que estavam sofrendo maus tratos. Fiz aquilo que o povo chama de resgate, eram muitos gatos da raça persa que viviam em uma situação deplorável em um gatil no Paraná. Peguei um número grande de gatos, cuidei e doei, fiquei com três que considerei com o estado mais complexo, seja de saúde física ou mental. Resumindo essa história gigante, tive muitas dificuldades de lidar com Kalima, pois ela me lembrava muito meu gato Anaxágoras e essa lembrança me fazia rejeitá-la um pouco. Dei todo carinho que consegui, mas tive dificuldade de estabelecer uma conexão muito profunda.

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Mudei de cidade algumas vezes e Kalima sempre me seguiu, sendo minha companheira, mas apesar disso, sempre tinha a sensação de que ela não gostava muito de mim. Quando cheguei em São Paulo ela também veio, morou comigo por um tempo, mas encontrei um companheiro que era bem egoísta neste aspecto e não conseguia compreender o que é amar profundamente um ser, sendo ele gato, gente, lagartixa ou sei lá. Como eu estava muito doente e não dava conta nem do meu corpo, acabei arrumando uma desculpa interna e aceitando que ela fosse morar com a minha prima por um tempo, até que eu melhorasse e nós mudássemos para uma casa maior. Melhorei, o casamento acabou e a vida seguiu, tive muitas dificuldades de pegar Kalima de volta, pois minha prima a amava muito e sempre achei que ela não gostava muito de mim. Só que Kalima ficou muito doente, não sabia ao certo do que se tratava, pois não a acompanhava ao veterinário, mas em algum momento percebi que ela precisava voltar a morar comigo e a peguei de volta. Todo esse período foi importante pra mim, pois não somos mais os mesmos seres e nossa relação renasceu, com uma absoluta confiança uma na outra.

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Neste dia, estava um sol lindo, meu vestido tomara que caia e eu saímos pra tomar um sol, na volta Kalima pediu braço e ficamos assim por algumas horas, com a bichinha muito mal e eu sem saber se ela resistiria mais um dia.

Kalima está muito doente e me ensina a como lidar com muitas questões, inclusive com a morte, com o desapego diante das coisas e da vida. Ela tem enfrentado tudo isso com muita coragem e mesmo diante da dor diária da aplicação do soro, segue firme, sendo furada sem focinheira, sem me atacar e me deixando administrar todos os remédios que precisa tomar. Aquela gata assustada e imprevisível que podia te arranhar com o som de algo muito barulhento ficou no passado, hoje tenho total segurança em permitir que crianças a coloquem no braço ou em aplicar qualquer tipo de procedimento.

E assim seguimos, renascemos uma pra outra e estamos construindo uma parceira que se baseia em cuidar da outra. Posso afirmar que sou muito grata pela sua presença em minha vida, não importa o quanto isso vá durar. Depois da última crise que parecia não haver mais esperanças, já estamos juntas há dois meses e com muita alegria. Acho que dar renascimento é entender que as pessoas passam por nossas vidas, são hóspedes, uma hora chegam e em outra vão. Saber que as coisas não são sólidas nos ajuda a encarar esse processo, pois nada dura pra sempre e podemos nos surpreender sempre. Quer surpresa maior do que tem sido essa minha relação com Kalima? É óbvio que ela confiava em mim, era a única que conseguia segurá-la quando entrava em desespero por algo, mas ter uma gata me olhando com confiança, sem me retalhar, enquanto recebe cuidados médicos dolorosos é um renascimento. Hoje ela confia em mim e confio nela.

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Sobre amor, apego e violência.

Um dos maiores obstáculos de nossas vidas é o apego, e não nos apegamos só as coisas, mas também as experiências. Nos relacionamentos afetivos não seria diferente, nos apegamos as nossas experiências. Tenho refletido muito sobre o assunto, pois muitas vezes me reúno com um grupo de amigas: todas mulheres com cargos executivos, 100% independente financeiramente, ótima formação acadêmica, empoderadas de seus corpos, livres, comilonas, mas muito machucadas pelos homens e com muito medo de viver novos relacionamentos.

E a minha questão é essa: como desapegar das experiências de violência que vivemos e que determina muitas de nossas atitudes futuras? Não acho que não devemos observar, pelo contrário, infelizmente, homens agressores tem sido o “normal”, não a exceção, então muitas mulheres que foram vítimas de violência se fecham e começam a procurar indícios de possíveis atitudes de agressores e para evitar agressões futuras. Acho que o caminho é esse mesmo, pois precisamos saber aquilo que queremos e aquilo que não queremos, e acho que é importante saber que não queremos mais ser agredidas por machistas de plantão.

Posso falar por mim, não lido muito bem com homens machistas, não tenho paciência e sou tolerância zero com possíveis agressores. Isso não quer dizer que eu não tenha compaixão pelos seres, até tenho, mas não vou permitir que me agridam. O problema é quando em nome desse medo, nos fechamos, completamente, para novas relações. Veja, não estou dizendo que é necessário ter uma relação com alguém para sermos felizes, só que também não devemos achar que todas as pessoas da face da terra são agressores. Acho que faz parte do processo daquilo que vivemos ter medo, mas não precisamos ser dominadas pelo medo.

Falar é fácil, pois quanto mais olhamos, mas vemos agressores e não é paranoia não, vivemos em uma sociedade super machista e reproduzimos modelos hetenormativos e violentos. Um casal LGBTT também pode reproduzir esse modelo, incluindo de violência. Mas estou me referindo a mulheres heterosexuais/cis, embora acho que tudo pode ser transplantado e adaptado.

Nós mulheres vivemos pressionadas para “termos alguém em nossas vidas”, como se só tivéssemos algum valor se encontrarmos um parceiro, é muito comum ouvir que quem muito escolhe será escolhida ou que é melhor agarrar o primeiro que encontrar do que ficar só. Acho isso assustador, pois não precisamos de ninguém para sermos felizes e não somos menos por não termos um parceiro, até porque a maioria dos homens que vejo por aí não são parceiros, são agressores. Isso é sério, sem piada, homens aprendem a ter um comportamento egoísta e agressor, fazendo o possível para diminuir as mulheres, fazem do terror e da violência doméstica o usual. Olhando para minha vida, só lembro de um namorado que não tenha sido violento comigo e olhe que sou o raio da siribibila, tenho muita compaixão, mas não quero agressor perto de mim, indico terapia, psiquiatra, pois acho que é necessário tratamento, mas não preciso virar enfermeira de macho agressor, básico.

Acho que é possível se relacionar sabendo quais são os seus limites e não permitindo ser violentada em nome de um medo de ficar só, para isso é super importante nos desapegarmos das experiências que vivemos, soltar o sofrimento e seguir com a vida, mas pronta pra dar um tome na monte de machinho que tente tirar onda, lógico, mas nem todo homem é agressor e nem todo relacionamento precisa ser complicado assim, até porque não existe um modelo de relacionamento. Meu desejo é que os homens agressores conseguissem ter a lucidez de perceber que esse ciclo de violência não leva a nada, só ao sofrimento e destruição. A grande maioria das mulheres que já conheço me relataram algum momento de violência e muitas delas têm consciência de que viveram violência. Isso é assustador! Meu desejo é que sejamos felizes, livres de sofrimento.

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Sobre o amor romântico

Imagem tirada daqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-650706356-almofada-amor-da-minha-vida-presente-namorada-romantico-nasa-_JM

Estou querendo escrever esse post há dias, mas acho esse um assunto tão chato que dá preguiça. Escrevi um pouco sobre amor romântico na minha pesquisa de mestrado e acho que é um tema interessante -academicamente-, mas pensar nesse tipo de amor idealizado é chato pra caramba.

Eu não acredito em amor romântico e acho uma grande baboseira acreditar nesse tipo de idealização, pois amor romântico é isso: idealização. Entretanto, tudo na vida é impermanência, nada é sólido, então não dá pra acreditar que algo é pra sempre e ainda mais colocar toda a expectativa de felicidade em cima de outra pessoa. Se você muda, por que a outra pessoa não pode mudar? Ela vai mudar sim, colega. O pra sempre não deve ser a chave de nada, pois não existe o pra sempre, no mínimo você ou elx vão morrer um dia.

Não acredito em um amor suspirante e não quero isso pra minha vida, pois quero é manter minha energia estável apesar das instabilidades alheias. Imagina se quero que meu humor mude de acordo com a atenção de vou receber ou não de outra pessoa? Sou mestra no problema seu. Quer me ligar? Problema seu. Não quer me ligar? Problema seu. E se eu sumir da sua vida? Problema seu também rsss. Muita gente não dá conta de lidar comigo por causa disso, mas faz parte da vida também, sigo desse jeito e posso te afirmar que sofro muito menos, mas isso não quer dizer que eu não ame, pelo contrário, eu amo pra caramba e amo profundamente, assim como tenho plena capacidade de continuar amando e desejando a felicidade de gente que me fez mal, pois amar é bom e não tira pedaço. Só que criar expectativas e projetar, aí acho que não é algo lúcido não e minha busca é exatamente por esse tipo de desapego.

E esse tipo de coisa tem se naturalizado em minha vida, fiquei até meio estranha. Ano passado estava com o cara que acho mais gato no mundo. O cidadão colocou um filme romântico pra ver comigo, daquele tipo que sinto como uma tortura: amor romântico e apegado no nível mais monstro. O que eu fiz? Terminei o filme rindo e comentando o quanto aquilo era bizarro. Ok, sou meio absurda, mas o que posso fazer? Pra mim é realmente bizarro uma relação cheia de juras de amor melosas e uma quantidade absurda de promessas. Eu não prometo nada, pois sei que posso mudar de ideia no meio do caminho. E também não lido bem com apego, desde apego ao corpo do outro, a apego a uma realidade de sonho 100% criada.

Amar é desejar que o outro seja feliz e livre, estar junto é uma parceria que pode durar um dia ou a vida inteira, pois o tempo não importa e não pode ser controlado. Faz parte da vida viver as experiências e lidar com as impermanências. E isso inclui todo tipo de parceria: amizade e afins. Adoro a metáfora de nos relacionarmos com as pessoas como se fossem hóspedes: livres para viver momentos bonitos conosco e também nos deixar a qualquer hora.

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