Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

Lidando com a morte

em 17 de agosto de 2010

A cultura ocidental ainda nega amplamente a morte. A fazê-lo, a vida perde a profundidade. A possibilidade de saber quem somos para além do nome e da forma física – a nossa dimensão transcendental – desaparece, pois a morte é a abertura para essa dimensão.

A morte não é o contrário da vida. A vida não tem oposto. O oposto da morte é o nascimento. A vida é eterna.

Sempre que uma experiência termina, a “forma” que essa experiência tinha na sua consciência desaparece. Muitas vezes isso faz com que você sinta um vazio do qual a maioria das pessoas tenta fugir.

Se você aprender a aceitar e até acolher os pequenos e grandes fins que acontecem em sua vida, pode descobrir que o sentimento de vazio que a princípio causou tanto desconforto se transforma num espaço interno profundamente cheio de PAZ.

Perder algo concreto que você inconscientemente identificou como seu pode ser uma experiência muito dolorosa. É como se ficasse um buraco na sua existência. Quando isso ocorrer, não negue nem ignore a dor e a tristeza que sente. Aceite-as, mas tome muito cuidado, porque a mente tem a tendência de construir uma história em torno da perda – em que você desempenha o papel de vítima. Preste atenção ao que está por trás dessas emoções, assim como da história que sua mente criou: aquela sensação de buraco, aquele espaço vazio. Você é capaz de encarar o vazio de frente, descobrindo que ele deixa de ser assustador.

A maioria das pessoas sente que sua identidade, sua noção do “eu”, é algo extremamente precioso e não querem perder. Por isso têm tanto medo da morte. Parece assustador e inimaginável que o “eu” possa deixar de existir. O “eu” que você concebe é apenas uma forma temporária na consciência. Sua essência, seu “eu sou” eterno é a única coisa que você não perde nunca.

Você pode perder essa Vida? Não, porque você é Ela.

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2 respostas para “Lidando com a morte

  1. Solange Fernandes disse:

    Drª Emanuela Lins,parabéns por seus comentários que mais uma vez nos faz repensar sobre um tema assustador para nós Ocidentais. A cada encontro temos a certeza do seu papel diante de temas tão polêmicos.Sendo a Srª uma formadora de opinião.
    Um abraço fraterno

  2. Suzete disse:

    Parabéns Manu.
    Melhor do que nos angustiarmos com o inevitável, a morte, é viver a vida que temos de maneira produtiva. Se tivermos bastante ocupados em promover a nossa felicidade e ajudar a promover a dos outros, não teremos mais essa angústia.
    Beijão

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