Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

A moda e sua origem – parte III

em 22 de agosto de 2010

Alta-Costura e Charles Worth

Depois de Rose Bertin, encarregada de desenhar e produzir as roupas da rainha Maria Antonieta, a moda passou por modificações, mas ainda não se reconhecia em Bertin a figura do estilista. Nesse processo de transformação da moda, a alta- costura nasceu no século XIX, em Paris, pelas mãos do inglês Charles Worth, 1858, considerado oficialmente a figura do primeiro estilista da historia. Worth abriu sua própria Maison, e foi o criador das duas temporadas de moda que conhecemos hoje: primavera/verão e outono/inverno. A partir de então quem ditava o que seria moda ou não era ele, determinando um estilo único a ser usado pelas mulheres da época, ou seja, uma silhueta única seguida à risca pela alta sociedade. A titulo de curiosidade a alta costura é um termo exclusivo aos associados do “Chambre Syndicale de la Haute Couture” (Câmara Sindical da Alta Costura), uma instituição francesa criada em 1868, e que para fazer parte dela há uma série de regras a cumprir, como por exemplo, os modelos tem que artesanais, ou seja, costurados a mão, não podendo ter nenhuma costura feita à máquina.  A moda de alta-costura produziu estilos de roupa que expressavam a posição social das pessoas que as vestiam, ou aquela a qual aspiravam, tornando-se o desejo de consumo de muitas pessoas. No final do século XIX inicio do século XX novos estilistas de alta-costura surgiram, e se pararmos para pensar, não houve muitas mudanças do que era com as leis suntuárias, já que o que as pessoas usavam ainda era algo determinado por um pequeno grupo, sem espaço para uma liberdade individual.  A aceitação das pessoas para esse tipo de sistema era devido o medo da exclusão caso não se conformassem com os estilos determinados pelos estilistas. O reino da alta-costura durou até o final da década de 1950 inicio de 1960, quando o estilista Yves Saint Laurent criou sua primeira coleção industrial em Paris, chamada de prêt – à – porter (pronto para vestir), sem os moldes da alta – costura.  As roupas eram assinadas por ele, porem feitas com tecidos e materiais nobres, tornando-se mais acessível às pessoas de outras classes sociais.

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