Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

A história de dar água na boca.

em 23 de agosto de 2010

A nossa história, nossa colonização, os imigrantes, os que já estavam aqui, os foram trazidos à força e vários outros aspectos, como inclusive a religião tem uma parte muito importante na gastronomia brasileira.

A primeira coisa a ser lembrada quando falamos sobre a nossa gastronomia é influencia do índio, tal influencia pode ser considerada a base, afinal a comida indígena já estava aqui antes de qualquer outra. E já era bem interessante e diversificada, apesar de ainda não fazerem uso do sal nem do açúcar (contribuições dos portugueses), mas já usavam algumas pimentas, muitos peixes, muitas frutas e a mandioca, é claro. Com essa ultima, os usos foram inúmeros, como as farinhas, os bejus, o tucupi. Até hoje o consumo da mandioca é muito grande, tanto da brava quanto da doce. No Pará até a folha da mandioca brava (maniva) é consumida numa espécie de feijoada, onde o feijão é substituído pela folha, que foi previamente cozida para tirar o veneno (ácido cianídrico), prato conhecido como maniçoba.

Dos portugueses, herdamos os doces em caldas e as frutas cristalizadas, o consumo de sal (bacalhau), foram eles que trouxeram animais como o boi, porcos, ovelhas, galinhas (que foram um susto pra os índios, também galinha não é o bicho mais simpático e bonito, né?) e ainda trouxeram na bagagem os azeites de oliva. Foi na cozinha das portuguesas que começou o uso dos ovos assim foram criados bolos clássicos como o bolo Souza Leão.

Os africanos trouxeram as famosas comidas de santos, que foram reinventadas e adaptadas com os produtos locais. O dendê é o marco dessa culinária e é usado em muitos pratos. Apesar de ter se espalhado por todo o Brasil (o coco também foi trazido pelos africanos), é na Bahia que essas características são observadas com maior facilidade, em preparações típicas, o acarajé, efó, vatapá, preparações deliciosas que também são oferecidas aos orixás, cada orixá tem seu prato de preferência.

Os italianos também tiveram suas contribuições na nossa gastronomia e foi em São Paulo que a cozinhas das mamas ficou enraizada, juntos com a os pastéis, que foram trazidos pelos chineses. No sul o território é dos alemães é alto o consumo de embutidos (chucrute, salsichas), cervejas (em exemplo, o octuberfest), vinhos e doces de dar águas na boca como o apfelstrudel (feito com massa folheada, com um recheio de maçã, servido com uma bela cobertudo de chantily).

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2 respostas para “A história de dar água na boca.

  1. Marisa Mattos disse:

    Oi Chef Natália, obrigada pelos seus textos, estimulam os nossos sentidos. Parabéns e continue nos presenteando com a sua sabedoria gastronômica.

  2. Natália Guimarães disse:

    Muito obrigada pelo elogio. Fico muito feliz em saber que estou agradando quando escrevo o pouco que sei sobre gastronomia.
    Muito obrigada

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