Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

Unidade nos relacionamentos – 1/ 2

em 24 de agosto de 2010

Todo ser humano foi condicionado a pensar e agir de determinada forma, a partir de padrões – infância, ambiente e cultura. Tais padrões não mostram o que a pessoa é, mas como parece ser. Nossos julgamentos também têm origem em padrões inconscientes e condicionados. Damos aos outros uma identidade criada por esses padrões, e essa falsa identidade se transforma numa prisão tanto para aqueles que julgamos quanto para nós mesmos.

Deixar de julgar liberta tanto nós quanto o outro de se identificar com o condicionamento, com a forma, com a mente. Da mesma forma que permanecer no julgamento trará temor de qualquer coisa que possa vir da outra pessoa.

Quando você dá total atenção à pessoa que está interagindo, você elimina o passado e o futuro do relacionamento. Ao ficar totalmente presente com qualquer pessoa, você se desapega da identidade que criou para ela. Essa identidade é o fruto da sua interpretação de quem a pessoa é e do que fez. Ao agir assim, você se torna capaz de relacionar-se sem os mecanismos autocentrados de desejo e medo.

Para manter um bom relacionamento é necessária a atenção, que nada mais é do que calma alerta. Como é maravilhoso poder ultrapassar o querer e o medo nos seus relacionamentos. O amor não quer nem teme nada.

Ouvir com verdadeira atenção é outra forma de trazer calma ao relacionamento. Quando você realmente ouve o que outro tem a dizer, a calma surge e se torna parte essencial do relacionamento. Mas ouvir com atenção é uma habilidade rara. Em geral, as pessoas concentram maior parte de sua atenção no que estão pensando. Na melhor das hipóteses ficam avaliando as palavras do outro ou apenas usam o que outro diz para falar de suas próprias experiências. Ou então não ouvem nada, pois estão perdidas nos próprios pensamentos. Na origem dessas experiências se encontram os padrões básicos do “eu” autocentrado: a necessidade de estar com a razão e, é claro, de que o outro esteja errado – ou seja, a identificação com modelos criados pela mente.

Quando você acolhe qualquer pessoa que entra no espaço do agora e quando permite que ela seja como é, a pessoa começa a mudar, porque, na verdade, não há outra pessoa. Você está sempre encontrando a si mesmo.

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2 respostas para “Unidade nos relacionamentos – 1/ 2

  1. Marisa Mattos disse:

    Estou adorando as suas matérias, parabéns!

    • emanuela lins disse:

      Marisa, muito grata pelo carinho! Tentei nas matérias apresentar uma diferente e simples forma de perceber a si e ao outro. Através da calma e da atenção amorosa.
      Saudações,
      Emanuela Lins.

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