Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

12 motivos para tomar a pílula anticoncepcional

em 8 de outubro de 2010

Por Adriana Toledo*

1. Hipoestrogenismo

O nome complicado se refere a uma deficiência de estrogênio no organismo. “Ela geralmente se caracteriza por falhas na menstruação e pode ser consequência de uma alimentação inadequada, excesso de atividade física e até mesmo de cirurgias nos ovários”, explica a ginecologista Luciana Crema, da Universidade Federal de São Paulo. O distúrbio também pode surgir no período que antecede a menopausa. “Em todos esses casos, a pílula pode ser prescrita para suprir o déficit e restabelecer o equilíbrio hormonal”, diz ela.

2. Acne

Os folículos — bolsas que contêm os óvulos — são as estruturas responsáveis por produzir o hormônio masculino testosterona. Sim, toda mulher tem uma pitadinha dele, que, por sua vez, estimula a produção de gordura pelas glândulas sebáceas. E essa oleosidade é um verdadeiro banquete para as bactérias, que, ao se alimentarem dela, provocam uma infecção nos poros e os entopem, levando ao aparecimento da acne. “Quando a pílula inibe a secreção de FSH, o folículo não se desenvolve e, por isso, produz testosterona em menor quantidade, decretando o fim das espinhas”, ensina César Eduardo Fernandes.

3. Doença

inflamatória pélvica Quando certas bactérias invadem o corpo através da vagina e se instalam em órgãos como útero, trompas e ovários, deflagram desde corrimento e febre até infertilidade. Aí o anticoncepcional pode entrar em cena para defender o aparelho reprodutor. Ele engrossa o muco cervical, uma secreção presente na região genital. “Mais espessa, essa barreira dificulta a penetração de micro-organismos e evita que avancem”, explica o ginecologista Felipe Andrade, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Em outras palavras, o medicamento fecha a guarda para os intrusos.

4. Tensão

pré-menstrual As oscilações naturais de estrogênio e progesterona durante o ciclo menstrual são as culpadas pela avalanche de sintomas que aflige algumas representantes do sexo feminino todos os meses — dores de cabeça e cólicas castigam o corpo, enquanto as emoções ficam à flor da pele, favorecendo quadros depressivos e irritabilidade. “A pílula faz com que as taxas hormonais permaneçam mais constantes, o que pode resolver todo o desconforto”, afirma Carolina Crema. Ou seja, o médico pode indicá-la para quem tem uma TPM daquelas…

5. Menstruação irregular

Sangramentos inconstantes ou exagerados são provocados por uma gangorra hormonal igualmente fora dos eixos. “E o estrogênio tem um papel preponderante nessa história”, explica Felipe Andrade. “Afinal, é sua função alimentar o endométrio — tecido que reveste o útero e se descama durante a menstruação —, tornando-o mais espesso.” Se faz isso demais, é sangue em excesso na certa. Se faz isso de menos, a menstruação parece acontecer em etapas. A pílula, claro, tende a botar o hormônio no lugar. Assim, o endométrio se mantém fino, evitando principalmente perdas excessivas de sangue, que causam anemia em muitas mulheres.

6. Miomas

São aqueles tumores benignos que dão as caras na musculatura uterina. Muitas vezes ficam silenciosos. Quando resolvem atormentar, porém, causam todo tipo de aflição — dor durante a relação sexual, prisão de ventre e aumento do volume de sangue na menstruação são três exemplos. E o estrogênio — ele outra vez! — é que nutre esses tumores, dando o empurrãozinho para que se manifestem. É aí que entra o contraceptivo oral. “Como a droga mantém as doses do hormônio baixas, o mioma fica sem suprimento para se desenvolver”, explica o ginecologista Alberto D’Auria, dos hospitais Santa Joana e Pró-Matre, em São Paulo.

7.Câncer de ovário

“Cada vez que a mulher ovula, ocorre uma pequena ruptura na superfície dessa glândula”, explica César Eduardo Fernandes. Portanto, segundo ele, inibir esse processo por meio da pílula pouparia o órgão de microlesões repetitivas, reduzindo o risco de um tumor. “O melhor de tudo: essa proteção é observada até mesmo em mulheres que tomam anticoncepcionais por apenas seis meses, e persiste por de dez a 15 anos após a medicação ser interrompida”, completa o ginecologista Thomas Moscovitz, de São Paulo.

8. Endometriose

A doença ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade do órgão. Daí, em vez de se limitar a revesti-lo para recepcionar o embrião, algumas células do tecido escapam, se instalam em outras regiões do corpo e continuam se comportando como se ainda estivessem no útero — ou seja, sangram no período menstrual, provocam cólicas. Em alguns casos, esse bafafá termina em infertilidade. E o estrogênio é um combustível essencial para que esses focos de endométrio fora de lugar se propaguem. “Como os anticoncepcionais diminuem o aporte do hormônio para o organismo, automaticamente inibem esse crescimento indesejado”, resume o ginecologista Felipe Andrade.

9. Câncer de endométrio

Basta seguir a mesma linha de raciocínio do caso da endomestriose: pouco estrogênio significa menor estímulo para a proliferação celular do endométrio. É por isso que, entre as usuárias da pílula, o tecido corre menor risco de se desenvolver em ritmo desvairado, o que seria o estopim para o câncer. “As chances dessa doença são muito menores entre as que consomem anticoncepcionais”, nota Alberto D’Auria.

10. Câncer colorretal

Embora os especialistas ainda não saibam explicar qual o mecanismo por trás dessa reação, o cruzamento de dados feitos pelos cientistas austríacos com base em inúmeros estudos mostra que os tumores de intestino grosso e do reto são bem menos frequentes entre as mulheres que se valem dos contraceptivos orais. No grupo das beneficiadas estavam, inclusive, aquelas que tomaram pílula por um período relativamente curto.

11. Doenças benignas da mama

Mais uma vez, os holofotes recaem sobre o estrogênio. Acontece que as mamas são cheias de receptores desse hormônio. E ele estimula a formação de tumores, mesmo que inofensivos, sem contar outras alterações na glândula. Com as taxas do hormônio reduzidas, a probabilidade desses problemas automaticamente cai.

12. Cistos ovarianos

“Segundo a pesquisa austríaca, houve redução de 49% nesse tipo de alteração em mulheres que tomavam contraceptivos”, afirma Moscovitz. Pudera. O medicamento impede a ovulação, permitindo que os ovários descansem. Dessa forma, a ocorrência de cistos — comparáveis a folículos que não se desenvolveram direito durante o ciclo — é menor. E os sintomas que os acompanham, como acne e resistência à insulina, ficam mais brandos.

*Revista Boa Forma

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