Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

Preparação para o casamento? Como assim?

em 16 de abril de 2012

Imagem retirada daqui: http://www.blogodorium.com.br/simpatias-para-arrumar-casamento/

Acabei de ler um blog que me deixou muito chocada! A blogueira fala sobre a sua vida de solteira, ela mora só e entende esse processo como uma preparação para o casamento, que inclui cozinhar e fazer serviços doméstico. Mas peraí, não sabia que o fim último na vida de uma pessoa deveria ser o casamento. Quer dizer que a vida de solteira é um interlúdio?

Casamento deveria ser um complemento na vida de uma pessoa, não objetivo de vida. Não sabia que precisamos de um homem pra ser feliz! E não precisamos, homem é complemento da nossa felicidade (homem ou mulher, claro!). Tenho percebido isso, afinal, até uma barata eu matei esses dias (isso era um grande problema na minha vida).

Eu não acho que casamento é uma coisa ruim, fui casada por 8 anos. Só acho que pode ser um aprisionamento se você não se permitir ter individualidade, mas esse aprisionamento também pode ocorrer numa pessoa solteira, afinal, viver se preparando para um casamento é o que? Será que o mais interessante não é viver a sua vida com liberdade e se conhecer melhor?

Depois que terminei meu casamento, tudo que desejo é ser livre, exercer a minha liberdade, reaprender a viver sem estar aprisionada a um outro ser. Acredito que o casamento pode ser uma ótima coisa, mas como companheiros que se ajudam. Então, estar solteira é maravilhoso, ser livre é maravilhoso! Cuido da minha vida, da minha casa e dos meus gatos, porque me cuido, não para me preparar para fazer isso pra alguém. Casamento é companheirismo e companheiros compartilham as coisas, se duas pessoas moram juntas, porque a responsabilidade deve ser de uma só? Essa lógica eu não entendo!

Essa ideia de amor romântico e desesperado, de colocar toda a expectativa no outro, me aborrece um pouco e para frisar isso, segue abaixo uns trechos do livro do Giddens.

” O surgimento da ideia de amor romântico tem de ser compreendido em relação a vários conjuntos de influências que afetaram as mulheres a partir do final do século XVIII. Um deles foi a criação do lar, já referido. Um segundo foi a modificação nas relações entre pais e filhos, um terceiro, o que alguns chamaram de “a invenção da maternidade”.
(…)
“O controle das mulheres sobre a criação dos filhos aumentou a medida que as famílias ficavam menores, e as crianças passaram a ser identificadas como vulneráveis e necessitando de um treinamento emocional a longo prazo.”
(…)
“A idealização da mãe foi parte integrante da moderna construção da maternidade, e sem dúvida alimentou diretamente alguns valores propagados sobre o amor romântico. A imagem da “esposa e mãe” reforçou um modelo de “dois sexos” das atividades e dos sentimentos.”  (p. 53)

GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: UNESP, 1992.

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