Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

Se jogando na vida

em 18 de abril de 2012

Imagem tirada daqui: http://equeroquevocevenhacomigotododia.blogspot.com.br/2012/01/jogando-meu-corpo-no-mundo.htmlOntem uma amiga me mandou a seguinte frase da Clarice Lispector: “Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.” E ela me fez pensar sobre a necessidade de se jogar, viver a vida intensamente.

Sou uma pessoa ultra racional, penso absurdamente sobre os assuntos,  e no momento estou pensando na importância de viver intensamente. No canto – alguns já sabem que sou cantora – se jogar é super necessário e muitas vezes difícil, pois precisamos viver as personagens com intensidade e reproduzir todas as nuances de sentimentos com a voz.   Não tem como separar o corpo desse processo, é necessário movimento, ele  conduz o som de uma maneira adequada.

Viver personagens com muita intensidade dramática é super difícil, lembro da primeira prostituta que interpretei, como foi difícil aliar a força, sensualidade e até delicadeza, tudo na medida certa… Ainda acho que ainda não consigo 100%, estou no processo (Rysos). Mas pra mim foi muito difícil também conseguir entender a devoção cristã ao cantar o Messias de Handel, porque não é fazer cara de pomba lesa e pronto, é entender aquele amor, aquela entrega.

Agora como conseguimos transplantar essa intensidade pra vida? Como se permitir viver intensamente, mas como leveza? Acho que está aí a chave da coisa, buscar a leveza, sentir mais e racionalizar menos. Se só temos uma vida, como diz a Clarice Lispector, porque não se permitir viver de acordo com a nossa natureza? Alguém tem alguma solução? Porque eu estou buscando!

Para inspirar a nossa busca pelo viver, sugiro dois cantores fantásticos, que além de possuírem muita qualidade técnica se jogam nas suas interpretações: Jonas Kaufmann e Diana Damrau.

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2 respostas para “Se jogando na vida

  1. Clara disse:

    Oi, Clara….

    Eu posso sugerir, porque conselho não é bom nem de dar e nem de ouvir.
    Vc que é muito racional, deve ser tbm muito inconformada com algumas atitudes de alguns. Acho que aí que está a chave do problema. Tbm era bem assim…
    As pessoas são como são e não mudam. Ou vc as aceita como são ou vai ficar inconformada pra sempre. Acho que só essa atitude vai te dar mais leveza.
    É ótimo qdo temos nossa própria opinião; o mundo precisa de gente assim, mas ouvir todas as outras sem criticar, apenas ouvir e tirar suas conclusões, acho fundamental tbm pra se ter uma leveza na alma.
    Eu adoro as diferenças de todos. Tenho meu jeito, minha vida, minha opinião, mas gosto dos jeitos dos outros. Aprendo muito mais do que ensino.

    Como interpretar algo que vc não acredita? Use a alma no seu trabalho. É apenas um trabalho, se jogue, se entregue, vc não precisa seguir Messias ou quem quer que seja, Só faça seu trabalho, com a alma, como se fosse o mais importante de sua vida. E é o mais importante, pois vc não sabe como será amanhã. Então hoje sempre é o último dia.

    Beijossssssss

    que bom que voltou com o blog.

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