Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

Sobre o amor romântico

em 2 de maio de 2015

Imagem tirada daqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-650706356-almofada-amor-da-minha-vida-presente-namorada-romantico-nasa-_JM

Estou querendo escrever esse post há dias, mas acho esse um assunto tão chato que dá preguiça. Escrevi um pouco sobre amor romântico na minha pesquisa de mestrado e acho que é um tema interessante -academicamente-, mas pensar nesse tipo de amor idealizado é chato pra caramba.

Eu não acredito em amor romântico e acho uma grande baboseira acreditar nesse tipo de idealização, pois amor romântico é isso: idealização. Entretanto, tudo na vida é impermanência, nada é sólido, então não dá pra acreditar que algo é pra sempre e ainda mais colocar toda a expectativa de felicidade em cima de outra pessoa. Se você muda, por que a outra pessoa não pode mudar? Ela vai mudar sim, colega. O pra sempre não deve ser a chave de nada, pois não existe o pra sempre, no mínimo você ou elx vão morrer um dia.

Não acredito em um amor suspirante e não quero isso pra minha vida, pois quero é manter minha energia estável apesar das instabilidades alheias. Imagina se quero que meu humor mude de acordo com a atenção de vou receber ou não de outra pessoa? Sou mestra no problema seu. Quer me ligar? Problema seu. Não quer me ligar? Problema seu. E se eu sumir da sua vida? Problema seu também rsss. Muita gente não dá conta de lidar comigo por causa disso, mas faz parte da vida também, sigo desse jeito e posso te afirmar que sofro muito menos, mas isso não quer dizer que eu não ame, pelo contrário, eu amo pra caramba e amo profundamente, assim como tenho plena capacidade de continuar amando e desejando a felicidade de gente que me fez mal, pois amar é bom e não tira pedaço. Só que criar expectativas e projetar, aí acho que não é algo lúcido não e minha busca é exatamente por esse tipo de desapego.

E esse tipo de coisa tem se naturalizado em minha vida, fiquei até meio estranha. Ano passado estava com o cara que acho mais gato no mundo. O cidadão colocou um filme romântico pra ver comigo, daquele tipo que sinto como uma tortura: amor romântico e apegado no nível mais monstro. O que eu fiz? Terminei o filme rindo e comentando o quanto aquilo era bizarro. Ok, sou meio absurda, mas o que posso fazer? Pra mim é realmente bizarro uma relação cheia de juras de amor melosas e uma quantidade absurda de promessas. Eu não prometo nada, pois sei que posso mudar de ideia no meio do caminho. E também não lido bem com apego, desde apego ao corpo do outro, a apego a uma realidade de sonho 100% criada.

Amar é desejar que o outro seja feliz e livre, estar junto é uma parceria que pode durar um dia ou a vida inteira, pois o tempo não importa e não pode ser controlado. Faz parte da vida viver as experiências e lidar com as impermanências. E isso inclui todo tipo de parceria: amizade e afins. Adoro a metáfora de nos relacionarmos com as pessoas como se fossem hóspedes: livres para viver momentos bonitos conosco e também nos deixar a qualquer hora.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: