Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

POR UMA VIDA MELHOR

Telma Gimenez*

São inúmeras as manifestações na imprensa sobre o livro “Por uma vida melhor”, distribuído pelo MEC, através do Programa Nacional do Livro Didático, para o segundo segmento do ensino fundamental na Educação de Jovens e Adultos.  Quem acompanhou reportagem do Jornal Nacional soube que a polêmica se instalou porque os autores ousaram transpor a fronteira da academia e colocar na pauta escolar a questão da variação lingüística.

Os que tiverem oportunidade de acessar o capítulo diretamente em http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf verão que o que se busca é ensinar as diferenças entre norma culta e variedades populares e que “escrever é diferente de falar”. O que doeu nos ouvidos de José Sarney e outros escritores familiarizados com a língua portuguesa “culta” parece ter sido a afirmação de que é possível falar “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”. De acordo com os autores, no entanto, isto não deveria ser visto como “errado”, mas alertam que “dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito lingüístico”. O grande pecado que justificou o apedrejamento da obra foi terem afirmado que a “ideia de correto e incorreto no uso da língua deveria ser substituída pela idéia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa”.

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Importância sonora

Dia passa, dias passam… e cada vez mais os nossos dias estão lotados com música. Boas ou ruins, sempre tem música. Percebe-se que cada dia mais a música passa pelos nossos ouvidos e nem notamos. Afinal, quem nunca ouviu uma música qualquer na rua e nem sequer percebeu? Deve ser um tipo de fenômeno a maneira que a música entrou nas nossas vidas, na maioria das vezes, sendo sempre bom.
Falando dessa ‘interação’, é bom citar o quanto os jovens estão interados com a música. É só notar quantos “novinhos” estão criando bandas, ainda que ruins, tentam participar desse meio, por apreciar bastante. Cada vez mais os adolescentes tocam violão ou procuram ter uma voz bonita. De pessoa para pessoa isso muda bastante, afinal, não são todos que conseguem se encaixar. Porém, julgo importante a música na vida de todos, em vários pontos, a música faz bem para pensar melhor, trabalha o cerébro, além de ser muito agradável.
Um beijo para todos os amantes da música!
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Educar pelas beiradas

Imagem: Pablo Pinheiro - http://www.pablopinheiro.com.br

O ato de educar é algo muito complexo, sempre costumamos ouvir que não fazemos escola para aprender a educar e isso é verdade, alguns teóricos defendem que a disciplina psicologia da educação deveria ser agregada ao ensino médio e/ou fundamental.

O psicanalista Donald Winnicott, em seu livro natureza humana, apresenta o conceito de “mãe suficientemente boa”, que seria aquela mãe que possui as características necessárias para criar o seu filho adequadamente. Alguns teóricos transcendem esse conceito para o “educador suficientemente bom”, nesse sentido, a construção de uma “educação suficientemente boa”, o que seria? Como podemos – de forma prática – educar nossos filhos, ou, talvez, pensar numa educação em uma forma mais ampla, no sentido de educar a sociedade de forma satisfatória e respeitosa?

A minha sugestão para uma construção educacional mais abrangente seria a “educação pelas extremidades” ou, o “educar pelas beiradas”. Esse método consiste na não-agressão, ou seja:  não bata de frente, introduza um novo assunto com gentileza; o ser humano tem muita dificuldade para lidar com mudanças, portanto, contrariar não seria a forma mais adequada para que uma pessoa pudesse ouvir o que você tem a dizer.

Educar pelas extremidades é educar com respeito pelo crescimento individual de cada ser, e não colocar-se num patamar de superioridade, pois todos temos qualidades e defeitos: estamos em níveis de aprendizado distintos e possuímos características intelectuais diferentes. Pensem nisso!

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