Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

O que pode causar uma falha na comunicação.

Estou fazendo estágio em uma escola particular, acompanho aulas no ensino fundamental e médio, tive muita sorte, a escola é excelente!  Em uma das aulas os alunos de uma série do ensino fundamental não conseguiram compreender o que significava preconceito, eles tentaram criar relação para construir esse entendimento com o seguinte exemplo: Professora! Eu não gostava de comer feijão, aí experimentei feijão, agora gosto de feijão, isso é preconceito?

Eles tem a sorte de contar com uma professora muito competente, mas falta ainda a maturidade para ouvir e entender aquilo que estão ouvindo. No meio do rebuliço do feijão-experimentar-preconceito, entenderam que preconceito é como o feijão, tem que experimentar uma situação que não se aprecia para não ser preconceituoso, ou seja, preciso experimentar qualquer coisa ou situação para não ser preconceituoso, incluindo relações amorosas com pessoas do mesmo sexo.

Hoje depois de uma conversa esclarecedora com a professora sobre a importância de respeitar o outro, o direito a liberdade dos seres e o preconceito em si, eles finalmente  pareceram entender o que significa preconceito.

Contei toda essa história pra ilustrar o quanto é importante que a nossa comunicação cotidiana seja clara, pois muitas vezes grandes confusões surgem do não ouvir, não se comunicar, não falar. Nesse caso, os alunos ainda com pouca maturidade, não conseguiram entender o conteúdo passado pela professora e tiraram conclusões rápidas, deturparam o significado e repassaram a informação para os outros colegas num contexto totalmente sem sentido.

Situações como essa do preconceito do feijão são mais comuns do que se imagina, não ouvimos os outros, tiramos conclusões precipitadas e disseminamos histórias deturpadas, resultando obviamente numa grande confusão.

A comunicação entre os indivíduos requer que um fale e outro escute e dê um feedback, tem que haver uma interação para a construção de um entendimento.

Expressar o que sentimos e principalmente,  ouvir o outro é fundamental. Não se vive no mundo sem se comunicar, afinal, quem não se comunica se estrumbica!

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Razão, Ética e Política

Nos posts anteriores tratei sobre questões ligadas ao ser humano, tais como, dificuldades de lidar com mudanças ou temas ligados a gestão e liderança que fazem parte nas nossas conquistas profissionais e do mundo corporativo. Hoje resolvi tratar brevemente – utilizando conceitos do filósofo grego Aristóteles – de temas tão presentes no nosso cotidiano e tão questionados principalmente em ano de eleições políticas.

Na obra de Aristóteles, há uma estreita relação entre a razão, a ética e a política.

A razão é a faculdade que permite ao homem ponderar acerca do bem, porque não se pode atingir o bem nas ações sem que se passe pela reflexão mediada pela racionalidade.

No início de sua “Ética a Nicômaco”, o mestre dos peripatéticos chega à definição de Ética como a dimensão humana que “ é perseguida  pelo bem”, e não apenas a que o persegue.

As boas ações, nesse sentido, confluem para a definição do conceito de ética, portanto, disso depreende-se a estreita relação entre ética e razão na obra de Aristóteles, pois somente passando pelo crivo da racionalidade pode o homem agir no sentido ético, deixando assim que o bem o “persiga” e direcione suas ações.

A dimensão política, por sua vez, nada mais é para Aristóteles do que o exercício público da racionalidade e da ética, ou seja, o homem sendo justo e bom com si mesmo, cultivando em seu caráter as boas virtudes, logo, na administração da polis, irá ampliar essa atuação em benefício da coletividade.

É muito comum a lembrança, por vários estudiosos de todas as partes do globo, da concepção aristotélica de que “o homem é um animal político”, pois para o pensador grego o que diferencia o homem dos animais é justamente o exercício da razão na esfera pública – o que denomina por práxis política. Dessa forma, surge o entendimento de que o homem é a única criatura capaz de ter uma atuação diferenciada e se organizar em sociedade, graças à estreita relação entre ética, política e racionalidade, essas características que melhor definem o ser humano, de acordo com o autor.

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Gestão e Liderança

O modelo de gestão que rege o mundo dos negócios está mudando, em parte pela participação cada vez maior das mulheres nesse meio; A gestão antiga é um modelo centralizador e gerador de dependências, existe um chefe que detém todo o conhecimento, que dá ordens e está no topo da hierarquia, esse modelo pode ser relacionado com a hierarquia do exército, com ordens e tarefas a serem cumpridas.

Com a entrada da mulher do mundo dos negócios, aplicando o seu jeito mais agregador de gerenciar muitas mudanças ocorreram, todavia, é claro que existe todo um novo conjunto de fatores que influenciaram no novo jeito de gerenciar, como por exemplo: as novas demandas de mercado.

Hoje sabe-se que um funcionário precisa estar satisfeito com seu trabalho e que essencialmente precisa produzir muito e com qualidade; a nova gestão busca líderes e não mais chefes, entretanto esse líder precisa incentivar seus funcionários, fazê-los tomar iniciativa, ter idéias, tornarem-se mini-líderes.

O modelo atual de gestão pede um novo jeito de ver o mundo dos negócios, uma nova forma de tentar se inserir no mercado do trabalho, dessa forma, cada vez há mais espaço para as mulheres. Adquirindo essas novas competências facilmente muitas novas possibilidades serão abertas para aqueles que as procuram.

Até semana que vem!

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