Variedades Femininas

Aqui se fala do universo feminino

A importância de frequentar bons laboratórios.

Ando meio sumida, pois são muitas demandas na vida, mas prometo que responderei todos os recados e comentários pendentes, desde já peço desculpas.

Ok, sou aquela que sempre fala de médicos, hospitais e laboratórios, mas é por motivos óbvios, muitas portadoras são leitoras do blog e acho importante indicar, relatar minha experiência. Minha indicação de hoje será do laboratório Fleury. Acho que já comentei que costumo fazer meus exames no Sírio Libanês, pois tenho muita preguiça de me deslocar demais para fazer coisas deste tipo e o Sírio fica do lado da minha casa, assim posso acordar em cima da hora e passar minhas manhãs de sábado descabelada no hospital.

O Sírio tem um atendimento mara, o setor de radiologia, por exemplo, é ótimo! Não sei se posso citar nomes, mas o médico responsável é um fofo e a técnica de enfermagem me liga pra saber como está a minha gatinha doente, então fica a dica, né? Sou super bem cuidada. Num outro post falei que não tinha falado nada do Hospital Einstein ainda, então posso dizer que o atendimento é ótimo! Fiz minha última cirurgia lá e é muito provável que a próxima seja lá também. Para portadoras com plano de saúde ou que tenham grana pra bancar os tratamentos particulares – porque levam a falência fácil – recomendo esses dois hospitais em São Paulo. Para quem não tem plano recomendo o Hospital São Paulo da UNIFESP, várias amigas fazem tratamento lá e acho que é bem bom. Se alguém quiser saber como fazer pra conseguir uma consulta, é só entrar em contato comigo que indico os passos.

Mas o tema do post é o Fleury, recomendo, viu? Não faço muitos exames lá, mas todos que fiz foram ótimos, toda equipe é muito atenciosa, mas além disso, a qualidade dos equipamentos são ótimas! Os laudos são bem detalhados, vale a pena! No último exame que fiz, o médico levou em consideração todas as minhas queixas e fez um diagnóstico bem preciso, indicou até um possível caminho que meu ginecologista pode seguir no meu tratamento. Top, né? Eu nunca liguei muito pra esse tipo de coisa, fazia no laboratório que tivesse mais perto de casa, em locais duvidosos e estava nem aí, mas como me mudei pra uma região mais central, acabei ficando perto de hospitais e laboratórios bons, então descobri que o negócio é sério. Claro que sempre fazia exames com médicos específicos e super especialistas, daqueles que nos levam a falência, mas que o meu ginecologista dizia ser fundamental, mas fora isso, fazia em qualquer canto mesmo, entretanto, percebo que a qualidade do laudo é fundamental para o nosso tratamento.

Óbvio que meu desejo é que todxs tenham acesso tudo de qualidade e o SUS ainda precisa caminhar muito no caso da endometriose e todas as complicações que esse problema traz para nossa vida, pois é necessário uma equipe multidisciplinar e médicos especializados em observar tudo que ocorre com nosso corpo. E muitas vezes, algo que parece sutil, pode ser bem grave. Eu mesma perdi 17 quilos em menos de um ano, no início achei que era, sei lá, adaptação do meu corpo, mas no final era algo bem grave e raro, que se não fosse exames bem feitos e médicos ultra especializados, estaria morta. E é por isso que o SUS precisa avançar mais ainda, o governo precisa olhar com mais carinho para as quase 10 milhões de brasileiras portadoras de endometriose. Esse ano fui na Marcha Mundial da endometriose, assim que saírem as fotos oficiais posto aqui sobre.

Ah, mais uma coisa, uma geral me pergunta sobre endometriose no intestino e nas vias urinárias, assim como sensações e complicações bem específicas no intestino que ocorrem. Entrem em contato comigo por e-mail que posso ajudar indicando uns exames bem específicos e que muitos médicos nem cogitam em passar – a não ser os supimpas – mas que podem ajudar nesse tipo de investigação. Me passem um e-mail que respondo, beleza? Dou conta de responder mais rápido e-mails

Clara Guimarães – claragui@gmail.com

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URUBU-CARNIÇA- PORRADA NA MUNDIÇA E ENDOMETRIOSE.

Acho que algumas pessoas que são extremamente egoístas. Vejo sempre os comentários das minhas amigas sobre o quanto são diminuídas em sua dor, como se elas tivessem culpa de sua condição ou faltasse esforço da parte delas. Jogo do contente não funciona nestes casos, fingir que nada de grave está acontecendo e não poder expressar a sua dor é uma tremenda falta de sensibilidade. Vejo o tratamento de endometriose com um olhar interdisciplinar: tratamento tradicional com um ou uma ginecologista especializada em endometriose, especialistas em realização de exames para detecção da doença, clínicas de dor, mas também, acupunturistas, fisioterapeutas, psicólogas, homeopatas, massagistas, meditantes, mantras de prajnaparamita… Mas o principal é o olhar amoroso, pois ninguém é uma doença, ela só está transitando pela nossa vida, pois nada é sólido. Pensar assim, não significa diminuir a dor do outro, mas respeitar os seres humanos que sofrem de endometriose, apoiando-os em seu caminho. No grupo que faço parte, são história de “mulheres” muitas vezes cansada, mas posso garantir que o que as deixa mais cansada são os abusos e as intolerâncias, dizer para que se calem. Essas guerreiras são pessoas que possuem uma doença oportunista que não tem cura e que se agarra nos locais mais estranhos do corpo, é no mínimo falta de humanidade, fica pagando de bonzinho ou boazinha e falando merda, julgando a dor dos outros. Toda dor precisa ser acolhida com carinho, pois o sentimento do outro também está em jogo. Acho super normal que a portadora de endometriose se desespere algumas vezes ou até sempre, afinal, quem aguenta tantos exames, remédios, internações e dor,muita dor? A endometriose se manifesta individualmente em cada uma, tem aquelas poucas assintomáticas, mas que em meio ao silêncio do corpo vão perdendo a capacidade reprodutiva, que é o sonho de tantas pessoas. O que as portadoras precisam é de visibilidade da doença, acolhimento, tratamento gratuito com especialistas, medicamentos de alto custo, colocação de mirena e implanon pelos planos de saúde e pelo SUS. E para ganharmos essa luta é necessário debater, mostrar o que é a vida de uma portadora.E vou dizer mais, você que está com sua cara de bunda, no facinho do bercinho de papai e mamãe, não sabe bexiga nenhuma na vida, pois não sabe a dor causada por uma ignorância, o que é ser olhada como um ser menor por possuir uma doença considerada menor, praticamente, um desejo seu de ficar doente e chamar atenção. Se eu fizesse uma pesquisa formal com portadoras de endometriose para entender o quanto já se sentiram diminuídas, humilhadas ou ofendidas por quem prefere diminuir a sua dor,os números seriam seguramente espantosos. Sou privilegiada porque tenho uma rede de apoio ao meu lado e é muito difícil chegar em mim as carinhas de: vc tem qualquer coisa por sua culpa. Eu costumo ouvir ao contrário: minha tia costuma me dizer é que sou forte, sorridente, não tenho cara de doente, energia de doente.E fala isso respeitando e cuidando de qualquer dor que eu possa ter,ela só olha profundamente pra dentro de mim e aponta a mulher forte que ela percebe, aponta com orgulho. Óbvio que o motivo disso, é que o nome dessa doença pode ser endometriose, mas o meu é gota serena. E essa gota serena aqui está sempre disposta a sambar na cara daqueles e daquelas que diminuam as minhas amigas.Que vem tirar onda conosco e com a nossa militância! Mas não tem essa não, gota serena, lembra?

 

*Mundiça são as pessoas que diminuem a dor da portadora da endometriose.

** E todo mundo cansa de remédio, ficar internado em hospital, mesmo que o atendimento do hospital deseja ótimo. Uma portadora de endometriose não precisa de uma pessoa idiota ao seu lado, mas de alguém porreta, uma família porreta que dê força e mande a culpa pro espaço. Sério, idiotas não são bem-vindxs, mesma que esta não seja uma atitude nada budista.

*** Se você foi ou é um idiota da endometriose, vai fazer terapia!

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Sobre hospital de rico: endometriose, favela e saúde pra todxs

Essa semana refleti muito sobre o atendimento dos hospitais de rico aqui de São Paulo, conhecendo novos e analisando o tratamento. Esse post não tem como objetivo falar mal do PT e do SUS, acho bom avisar: doidos de plantão podem ir ler um outro texto.

Quando  falamos de hospital de rico automaticamente surgem as críticas ao SUS. Quero deixar meu posicionamento bem claro: Não sou contra o SUS,  percebo muitas qualidades em nosso sistema. A principal delas é a sua existência, a possibilidade de que qualquer pessoa seja atendida em hospitais brasileiros, que não precisem escolher entre seus dedos acidentados qual terá que implantar. – Escolher entre os dedos é uma realidade Norte-Americana, um país que vive sérios problemas em relação a saúde da população. – Fui atendida em um PS do SUS em julho em Santo André, pois estava ruim demais e não tive a menor coragem de enfrentar o atendimento ruim e demorado do “melhor hospital de Santo André”, foi  bom, fui bem atendida no SUS

Nas minhas muitas idas ao hospital acabava indo pro PS precário da Unimed, mas que atendia mais rápido. Como sempre preferi hospital perto de casa, quando morava na Vila Mariana ia no SEPACO e era ok. Esses que citei, são típicos hospitais de classe média, de uma classe que possui uma grande parte de ressentidos e metem o pau nas políticas sociais, mas são massacrados nos planos de saúde com laboratório super lotados e atendimento confuso. Uma parte desse grupo se sente muito feliz de não ter que se misturar no SUS.

Eu não tenho o menor problema de ir no SUS, não tenho medo de gente, pelo contrário, gosto de gente, mas apesar de reconhecer que temos hospitais de referências no SUS, incluindo para tratamento feminino, não são suficientes para minha pauta, que é da portadora de endometriose, entretanto, essa é uma luta de reconhecimento geral, tanto no SUS quanto nos planos de saúde. O governo tem feito projetos abrangentes e emergentes, a contratação dos “mais médicos” foi uma felicidade. Só acho que a necessidade básica não exclui a especializada em endometriose, mas acho que são caminhos, opções, sou otimista, espero que a endometriose entre em muitas futuras pautas do governo.

Voltando ao tema de hospital de rico, uma fatia da classe média insana repele e tem nojo dos pobres, como se pobre por merecimento devesse ficar doente e passar fome, um povo incoerentre que critica o bolsa família, mas vive de pensão vitalícia do pai e seus filhos se sustentam com bolsas de mestrado e doutorado e olhe-lá! Qualquer bolsa que promova o crescimento dxs cidadxs deveria ser é ampliada, mais prouni, bolsa família, bolsas de mestrado e doutorado… Essa é uma das formas do país crescer, estimular a população.

Enquanto a classe média se agarra as migalhas, a classe rica, realmente, recebe um tratamento diferente e nas pequenas coisas, você vai fazer um exame no Sírio Libanês e tem vaga para o dia seguinte, não precisar ficar meses pra arrumar uma vaguinha pelo plano de saúde. Se o exame tiver algum preparo, eles montam um kit de medicações e instruções pra você. Existe também a possibilidade de se internar no hospital e passar o preparo do exame com cuidados médicos – e a hospitalidade do Sírio é boa. Os profissionais são extremamente gentis, todos. Perguntei se a enfermeira gostava de trabalhar lá, e me disse que sim, então aproveitei para fazer o meu discurso sobre o uso de materiais no sus, que não é necessário ficar usando um acesso estragado só para economizar.

Ela me disse que é verdade isso, trabalhar no sus é legal, tem hospitais que tem tudo, as mesmas marcas do Sírio, mas tem outros locais que não tem nada. Comentou que a diferença era o público, percebi que ela gosta mais do público de classe média alta que frequenta aquele hospital, como se trabalhar perto de rico desse algum status – não preciso me alongar…  Achei atendimento lá e no nove de julho ótimos, não tem filas, parece ter muito funcionário pra pouca gente sendo atendida. As equipes médicas que tive contato foram ótimas, equipamento de exames novos e toda a parte de conveniência deliciosa, tive vontade de levar o roupão pra casa, não levei, mas me imaginei ahazando com ele aqui na minha casinha ultra fashion.

Escrevi, escrevi, escrevi… Para dizer que acredito no SUS, espero que os hospitais melhorem, que o mais médicos invadam a geral, pois não dá é pra deixar a população desamparada, Acho que as coisas ocorrem aos poucos, aos processos, mas no fim gostaria de hospitais com o nível do Sírio Libanês, do 9 de julho também. O Einstein ainda não testei.

Acho super válido hospitais como o Sírio, atendimento bom, mas achei as pessoas simpaticas demais e com grande necessidade de me chamar de senhora, mesmo depois que pedi para não chamar. A equipe de enfermagem achou que eu tinha 20 anos, então sou senhora porque? Se estou lá tenho grana e devo ser tratada como senhora e dona? Eu quero um atendimento top desse pra população toda e gostaria de modelos de hospitais mais humanizados, acho que isso falta no nosso país. Suprir as necessidades básicas, como médicos para os locais mais distante e montar um belo de um projeto político para o nosso país, é algo que acredito estarmos no caminho. Mas e a portadora de endometriose? Os planos de saúde cada vez têm menos especialistas, nem sempre cobrem a cirurgia. O SUS tem poucos hospitais de referência que atendam as portadoras e são muito localizados. Precisamos de um mais médicos da endometriose.

Algumas poucas pessoas já me acusaram de ser elitista, acho que não preciso participar de concurso de miss favela pra provar que eu me solidarizo a minha maneira -Olha a irônia e a crítica ao machismo-. Já ouvi críticas ao meu gosto estético, elitista demais, não me misturo. Não tenho a necessidade de responder nada, mas acho que é uma bela provocação pra refletir, pois cada um olha pro mundo de uma forma peculiar. Acho que o problema é o preconceito com a favela, achar que favela é sinônimo de definhamento cultural e intelectual, de povo coitadinho que precisa ser protegido. O povo da favela, da periferia é forte! E juntos temos que  tomar SP, circular nas ruas, invadir as atrações culturais e levar pessoas pra favela, pra periferia, porque acredito na mistura. Porque não deveria existir lugar de rico ou de pobre, deveria ter locais transcendidos. Acho que a favela deveria estar mais para um não lugar, um lugar livre.

Quando eu era mais nova montei uma associação musical em Paraguaçu Paulista_SP, ideia minha e trabalho meu, e que foi expandido pro coletivo. Dei aulas de canto e fiz preparação e produção musical para montagem dos nossos espetáculos, com pessoas cantando árias de ópera, a grande maioria nem sabia o que era ópera e foi umas das experiências mais profundas que vivi. As vagas eram abertas para pessoas de todas as idades e classes sociais, e essa foi a maior rykeza, uma cidade que alimenta tanta segregação social, se misturando, filho de pobre e de rico tomando o teatro municipal da cidade, sendo o que eles são, iguais.

Acho que saúde é tudo, sáude é cultura, escola e alimentação. Saúde é direitos. Por isso desejo para  esse país: hospitais humanitários e os pobres invadinho esses hospitais que todos sabem os nomes, os chamados hospitais de rico. Não quero mais lugar de pobre ou de rico, quero lugar para todxs! Acho que seria lindo todo mundo tomando seus espaços no Sírio Libanês, saúde deve ser do povo, todo mundo igual, todo mundo bonito e confortável. Saúde popular, saúde comunitária.

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Campanha de divulgação da endometriose

Minha foto pra campanha.

O GAPENDI – Grupo de apoio às mulheres com endometriose e infertilidade – está montando uma campanha para divulgação da endometriose. O grupo tem ajudado muitas mulheres a encontrar um rumo para o seu tratamento, dando apoio emocional e informações técnicas sobre a doença.A endometriose ainda é uma doença obscura, pouco se fala sobre o assunto, existem raros especialistas e muitas mulheres sofrendo.

É uma doença crônica, não tem cura. Eu fiz uma cirurgia em 2013 para tratar a doença, melhorou muito minha qualidade de vida, mas mesmo assim já tive que tomar analgésicos de uso controlado quando tive cólicas, pois elas ainda continuaram intensas e muitas das minhas endoamigas passam pela mesma situação, pois a dor da endometriose não passa com analgésicos normais. E essa é a vida da portadora de endometriose: muita dor e muitos exames. A falta de especialistas dificulta muito, são poucos médicos e locais específicos para realização de exames. Já gastei uma nota preta com o controle dessa doença, mas sou privilegiada, pois tenho uma família que me ajuda, meu salário banca tratamentos e medicações, e meu plano de saúde atende todos os hospitais e laboratórios top de São Paulo. Não sou rica, sou classe média e já gastei o que não tinha, mas, apesar disso, tenho a sorte de poder  me tratar adequadamente e fazer, inclusive, tratamentos alternativos. Já sofri muito, mas não tive que ficar sofrendo loucamente sem apoio e sem ter perspectiva de uma cirurgia, mas quantas endoamigas que conheço sofrem para conseguirem ser atendidas por um especialista, tomar medicações caras e fazer uma cirurgia? Não é fácil, quem é rico fica pobre e quem é pobre só consegue tratamento com muita dificuldade. No meu mundo ideal, todas as mulheres  teriam tratamento sempre que preciso.

É muito comum a endometriose deixar sequelas no seu corpo, são doenças oportunistas que atacam nosso corpo debilitado. Não é fácil ser portadora, parece que seu mundo desmorona em alguns momentos, mas tiramos força não sei de onde pra continuar lutando. E é por isso que a campanha do GAPENDI é tão importante, pois precisamos alcançar cada vez mais mulheres, nos ajudarmos, porque juntas somos fortes.

* Apesar de ter escrito o texto no feminino, tenho plena consciência que nem toda mulher tem vagina e nem todo homem tem pênis, pq nosso gênero não é binário.

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Testando o 30 Days Shared da Jillian Michaels

Estou meio sumida, já deu pra perceber, mas tenho um motivo justo, acabei de terminar o meu mestrado e estava reunindo todas as minhas forças pra escrever a dissertação. Agora voltando ao tema do post de hoje, esses dias resolvi testar o programa de 30 dias da Jillian Michaels. Para quem não sabe quem é a Jillian, ela é a treinadora do Biggest Loser, um reality show de emagrecimento. Eu emagreci um bocadinho nos últimos tempos, perdi 5 quilos e meio, não fiz nada demais, só tive uns aborrecimentos e passei a comer menos, mas tenho uma alimentação bem saudável, como muita fruta, quase nada de gordura e açúcar.

Comecei o programa da Jillian há 4 dias, estou gostando, são 20 minutos de exercícios e alongamento, a série é dividida em 3 partes, 3 minutos de força, 2 minutos de aeróbico – cardíaco e 1 minuto de abdominal. O programa tem 3 níveis, me programei para passar 10 dias em cada um. Jillian promete perda de peso se você fizer o programa por 30 dias, vamos lá ver se isso ocorre mesmo. Eu estou magra, então acho que não vou perder mais nada, mas espero perceber mudanças no meu corpo. Uma coisa que dá pra notar é que os exercícios são puxados, termino a série bem suada, mas me sentindo bem e leve. Vou fazer o programa de 30 dias e comentar com vocês os resultados. Eu assisto o programa pelo Netflix, mas imagino que dê pra baixar pela internet também.

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Eu tenho endometriose e você? Parte 3 – A dor

A dor é uma das piores partes da endometriose, pois ela não nos deixa. É muito comum que portadoras de endometriose sofram de dor crônica, que é aquela dor que temos a mais de três meses. Tem algumas mulheres sortudas que têm endometriose e não sentem dor, mas a maioria que conheço vive se contorcendo de dor. A maioria dos médicos nos trata como loucas, como se nossa dor fosse inexistente ou como se fôssemos fracas para dor, mas não é assim, a dor da endometriose é grande, pois além de ser física é emocional, ela nos mina dia após dia e muitas vezes nos faz sentir loucas.

Eu ouvi tanto que a minha dor não era significativa que demorei para acreditar que ela era real e forte, antes da cirurgia eu tinha dor 24 horas por dia e por isso mesmo já não sabia mais o que era dor fraca ou forte, pois sentia dor o tempo todo, meu corpo se acostumou com ela. Os médicos que eu ia me entupiam de anti-inflamatório, mas todxs sabemos que essa medicação é um veneno e acaba com nosso estômago. Quando conheci o meu médico,  Edvaldo Cavalcante, na primeira consulta ele me pediu para relatar todas as dores que eu sentia e depois fez um exame clínico para tentar reproduzir e entender de onde vinha a dor, foi um exame torturante, mas aí estava o início de uma vida melhor, finalmente, fui tratada como gente e por alguém que sabia que minha dor era real. Com isso, parei de tomar anti-inflamatórios e passei a tomar analgésicos a base de ópio, comecei com cloridrato de tramadol e algumas vezes tomava codeína, mas no auge das minhas crises, nada disso passava, então eu vivia nos PS’s tomando todo tipo de analgésico que você possa imaginar. Agora imagine, se uma pessoa toma analgésicos fortes e mesmo assim a dor não passa, como alguém pode dizer que a dor é fraca ou inexistente? Foi por essa lógica que realmente entendi que não estava louca e que eu realmente sentia dor.

A endometriose pode atingir qualquer parte do corpo e algumas delas provocam muita dor, como no caso dos nervos ou terminações nervosas, que é o meu caso, no auge das crises, antes da cirurgia, a endometriose atingiu terminações nervosas que reverberavam para as minhas pernas, cheguei a ficar com dificuldade de locomoção e com dificuldade de colocar os pés no chão, não podia andar direito ou fazer atividade física. Para aliviar esse tipo de dor tomei anticonvulsivante combinado com baclofeno.

A cirurgia mudou a minha vida, entrei no centro cirúrgico com muita dor e saí sem dor alguma, hoje não tenho mais dor 24 horas por dia e luto para suspender a menstruação, por isso ainda sinto cólicas por causa dos escapes. Fiquei com sequelas por causa da endometriose que atingiu as terminações nervosas e ainda continuo tomando baclofeno três vezes ao dia. Então, se você tem endometriose, não permita que as pessoas duvidem da sua dor, não se sinta louca, saiba que a dor é real e que tem solução para ela, tem solução pra endometriose, pois podemos controlá-la. Encontre um médico competente e que te trate como gente, esse é o primeiro passo. Acompanhamento psicológico pode ser uma ótima opção para te ajudar a lidar com a dor, acupuntura também. Não desista, tem solução!

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Eu tenho endometriose e você? Parte 2 – Exames específicos

No post anterior relatei sobre a minha descoberta da doença e início do tratamento, hoje irei contar um pouco mais da minha história e falar dos exames específicos que precisamos fazer para diagnosticá-la.

O grande problema da endometriose é a falta de diagnóstico, pois não é algo fácil de ser visualizado em exames, pelo contrário, é necessário que o médico tenha um olhar bem apurado para perceber os sinais. Como relatei antes, passei quase 15 anos para conseguir um diagnóstico definitivo, o que pode parecer estranho, pois eu sempre fazia uma bateria de exames e incluindo ultrassons a cada 6 meses. Se você for em um (a) ginecologista e ele cogitar endometriose, mas te passar ultrassonografia transvaginal, exame CA 125 e mais nada, pule fora! Esses exames não podem ser indicativos exclusivos de endometriose, pois o indicativo, principal, são os sintomas, as dores…

Antigamente, alguns ginecologistas faziam uma cirurgia-exame chamada videolaparoscopia diagnóstica, que é, basicamente, abrir para ver se tem endometriose. Hoje isso é uma prática muito criticada, pois existem médicos e médicas radiologistas especializadas em endometriose que conseguem ver aquilo que antes era inimaginável, então a cirurgia precisa ser uma opção real de melhora, embora o diagnóstico final só seja dado com a cirurgia, mas os indicativos dos exames precisam estar ali. Videolaparoscopia diagnóstica só em casos bem específicos, pois um médico – ou médica – bom, fará um planejamento da cirurgia.

Imagem retirada daqui: http://www.iape.org.br

Quando fui a minha primeira consulta com o meu médico Dr. Edvaldo Cavalcante (Doutor em cirurgia ginecológica pela UNIFESP), que é especialista em endometriose. Ele conversou comigo primeiro para registrar as dores que eu sentia, depois fez um exame clínico para tentar reproduzi-las e entendê-las, e só depois disso olhou meus exames anteriores e pediu novos. Acho que o exame mais básico para endometriose é a ultrassonografia com rastreamento de endometriose e preparo intestinal. É um exame chato pra caramba, dói um bocado, mas se você fizer com um bom médico ele poderá visualizar os focos da doenças em locais mínimos.

Para fazer esse exame, recomendo a Dra. Luciana Chamiê (Doutora em radiologia pela USP) que é especialista em diagnóstico da endometriose e o médico Manoel Orlando da RDO diagnósticos médicos. Aqui em São Paulo não consegui fazer o exame pelo meu plano de saúde, pois não tinha em nenhum local, em Londrina consegui fazer pelo plano de saúde. Esse é um exame muito importante, então vale a pena que você faça com um médico especializado na doença, mas o problema é o preço, pois você vai gastar em média 800 reais. Fiz na clínica RDO com Manoel Orlando, no dia fiquei pensando em como essa doença é miserável, pois tive um atendimento maravilhoso, mas e quem não tem dinheiro para pagar exames em clínicas caras, cirurgias com médicos especialistas? É desumano!

Outro exame que o médico ou médica pode pedir é a Ressonância Magnética da Pelve, o legal é fazer os dois, pois a Ultrassonografia com preparo + a RMI da Pelve vai ajudar na montagem do quebra-cabeça. Eu fiz a minha no Cura em São Paulo, mas o Médico Ednaldo Nakano da Digimagem é excelente! É um exame meio chato, tem contraste, preparo intestinal, introdução de gel lubrificante em locais chatos, mas vai ser importante para o mapeamento da endometriose. Outros exames podem ser feitos, mas isso vai depender de onde estão alojados os seus focos. No meu caso, que existia uma suspeita de endometriose nos nervos, fiz duas RMI da coluna, e como tinha comprometimento no intestino também fiz uma colonoscopia, já para o comprometimento do aparelho urinário fiz uma urodinâmica – outro exame chato demais. A endometriose nos nervos é algo ainda pouco estudado, então é comum alguns médicos não conseguirem visualizar na RMI, o único que conseguiu visualizar nas minhas amigas foi o Ednaldo Nakano da Digimagem – SP.

É importante saber que o que vai determinar esse mapeamento da doença é a sua dor, que é algo real. Falo isso porque eu sempre ficava na dúvida se sentia dor ou se estava ficando louca, e essa sensação é bem comum em casos de dor crônica, pois como sentimos dor 24 horas por dia, o cérebro manda uns sinais meio confusos.

Fazer esses exames foram fundamentais para que meu médico planejasse a minha cirurgia, que durou quase 6 horas. Todos sabemos que quanto mais longa a cirurgia, mais riscos corremos, então é importante saber o que deve ser feito, mas apesar disso, surpresas podem ocorrer e devemos ter consciência disso. O problema da endometriose é que nos deparamos com uma montanha de profissionais não especializados, que não planejam e não pensam no nosso tratamento direito, assim, muitas de nós se submetem há uma quantidade enorme de cirurgias para endometriose ao longo da vida (6, 7… 10…). Claro que em casos graves uma pessoa pode fazer mais de uma cirurgia para retirada dos focos, mas isso não quer dizer que todas precisem ser assim, certo? O tratamento da endometriose deve ser constante, mesmo depois da cirurgia, pois a doença não tem cura e os focos podem voltar, por isso, não podemos dar bobeira, precisamos monitorar e tomar medicamentos para controle da doença.

No próximo post sobre endometriose falarei sobre medicamentos e sobre a dor que sentimos.

Para saber mais sobre endometriose acesse o GAPENDI: http://eutenhoendometriose.blogspot.com.br, entre para o nosso grupo!

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Eu tenho endometriose e você? Parte 1

Já tratei esse assuntos outros vezes aqui no blog, mas gostaria de dividir as normas informações que obtive sobre o assunto, além de contar a minha experiência com a doença. Tenho cólicas menstruais incapacitantes desde adolescente, ainda nesta época esses remédios comuns pra cólica já não funcionavam e eu me entupia de anti-inflamatórios para conseguir sobreviver. Quando fiquei adulta esse quadro foi piorando, as dores que sentia só antes da menstruação passaram a ser antes, durante e depois, chegando a tomar 24 horas do meu dia, com episódios hemorrágicos e algumas internações no hospital.

Todos os médicos e médicas que consultei até então, não me deram diagnóstico de endometriose, tratavam como cólica normal e alguns diziam que não tinha explicação, era algo fisiológico meu. Em 2009 um médico falou que eu deveria ter endometriose, e me propôs uma videolaparoscopia diagnóstica, mas recusei, pois o esquema seria abrir e ver o que tem dentro, achei isso absurdo. Em junho de 2011, por uma indicação de uma conhecida, fui me consultar com uma médica em Londrina no Paraná chamada Christian Day, que me pediu uma ultrassonografia com rastreamento de endometriose, e só aí, que tive um diagnóstico definitivo, mas o prognóstico foi difícil, pois eu deveria fazer uma cirurgia que retiraria parte do meu intestino. Como teria que pagar parte da cirurgia particular e também não tinha uma pessoa confiável para cuidar de mim depois da cirurgia, achei melhor esperar.

Me mudei para São Paulo no final de dezembro de 2011, vim fazer mestrado na UFABC, e no dia 16 de dezembro, comecei a me perceber doente, fiquei tão mal que não conseguia mais comer, fui parar no hospital super fraca e sem ter um diagnóstico convincente, passei por vários médicos e nada de descobrirem o que eu tinha, perdi 7 kg em 5 dias, e nesse meio tempo percebi que o anticoncepcional que tomava para suspender a menstruação tinha parado de funcionar, estava menstruando, loucamente.

E esse foi o estalo que tive, minha suposta doença misteriosa era algo bem conhecido. Procurei uma ginecologista e começamos um tratamento pra endometriose, que era, basicamente, entrar em uma menopausa forçada e tomar medicamentos quimioterápicos, mas, infelizmente, não funcionou, eu vivia fraca e com hemorragias grandes, intermináveis! Foi um período difícil! Como a resposta da médica para a hemorragia era que devia estar “limpando” meu organismo, procurei outros ginecologistas, até chegar no que é considerado o maior especialista em endometriose do país, Dr. Edvaldo Cavalcante, em junho de 2012. Esse não tenho o menor problema em chamar de doutor, pois tem doutorado também rss.

E a partir daí, minha vida começou a melhorar, sua primeira atitude foi me mandar suspender aquele bando de anti-inflamatórios que os médicos insistiam em me passar, que detonaram o meu estômago e não passavam a dor e mudou, totalmente, os remédios que eu tomava. Ele começou a consulta fazendo um mapeamento da dor, depois fez um rastreamento por meio de exames clínicos, radiológicos, laboratoriais… Descobri que sofria de dor crônica, que não era normal sentir dor todos os dias. E para controlá-la passei a tomar analgésicos a base de ópio e minha vida melhorou muito. Ele também suspeitou, pela forma como eu descrevia a minha dor, que tinha ocorrido um comprometimento dos meus nervos ou terminações nervosas e para isso me passou uma medicação anticonvulsivante, minha vida melhorou tanto depois disso, foi um salto gigantesco! Mas não era só isso, finalmente, alguém tinha conhecimento técnico suficiente para lidar com a doença e também era humano, entendia o meu sofrimento.

Se você se identificou com o meu relato até aqui, confira alguns dos sintomas da endometriose:

* Dismenorreia – cólica menstrual que, com a evolução da doença, aumenta de intensidade e pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;

* Dispareunia – dor durante as relações sexuais;

* Dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação;

* Infertilidade

Mas o que você mais deve ficar atenta ou atento, é a mudanças no seu ciclo menstrual. Se agora sente mais dor, por mais dias, se sangra mais… Se perceber essas mudanças, procure, urgentemente, um médico.

Procure informações sobre o assunto também, eu sugiro o grupo de apoio que faço parte, o GAPENDI – Grupo de apoio a portadoras de endometriose e infertilidade, lá você encontrará todo o apoio e informações que precisar. Se precisar de um médico maravilhoso e que vai te virar do avesso até descobrir o que você tem, indico o Dr. Edvaldo Cavalcante, seu consultório é em São Paulo, mas atende pessoas de todo o país.

No próxima postagem sobre endometriose, falarei sobre os exames específicos para diagnóstico da doença e um pouco mais da minha história.

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Pela Descriminalização e Legalização do Aborto

Quando nos perguntamos se somos a favor do aborto, a primeira coisa que vem na nossa cabeça é: Não, não somos a favor da morte. Mas a questão é que a legalização do aborto não se trata da nossa decisão pessoal se faríamos ou não um aborto, se trata da vida de milhares de mulheres que morrem em decorrência do aborto.

Sobre a decisão de cada mulher, não cabe a  mim o julgar. Abortos não são comemorados com festa, nunca fiquei sabendo de nenhuma mulher que tenha feito e se sentido feliz depois. Fazer um aborto é doloroso e chocante demais.

Eu não tenho filhos, mas muitas de nossas leitoras tem e todas nós sabemos que o amor materno é gigante mesmo. Uma das minhas grandes paixões na vida é estudar as teorias do psicanalista Donald Winnicott, que tem como principal foco a relação entre mães e bebês, então é notório que eu valorizo demais essa relação.

A questão aqui não é a valorização do amor materno, mas evitar que mulheres sejam mortas em consequências de abortos mau feitos. Não devemos ser ingênuas a ponto de achar que o aborto não existe, ele sempre existiu, mas quem é mais afetada são as mulheres pobres e de classe média, que precisam se submeter a clínicas clandestinas sem higiene, pílulas sem acompanhamento ou remédios caseiros, colocando em risco as suas vidas todos os dias.

Sobre a descriminalização, claro que sou a favor, a mulher passa um trauma tremendo de abortar e ainda tem que ser presa? É um imenso paradoxo. Precisamos pressionar a nossa sociedade e governo para que tenhamos políticas públicas adequadas, tanto na prevenção da gravidez, quanto de apoio as mulheres.

E para aqueles que criticam as mulheres por ficarem grávidas, sugiro que leiam o seguinte texto do blog “Mulher Alternativa”, sobre engravidar mesmo tomando anticoncepcionais. E para aquelas que engravidaram porque nãotomaram precauções, só posso dizer que a vida é delas, o corpo é delas, a decisão é delas, não cabe a mim julgar.

Se eu sou a favor da morte? Claro que não e é por isso que sou a favor da legalização do aborto, porque não quero que mais mulheres morram. Basta de tantas mortes!

Esse texto faz parte de uma blogagem coletiva do grupo http://www.blogueirasfemininas.com, acessem!

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Endometriose II

Hoje fui ao consultório da minha ginecologista (Christian Day) para conversar sobre os resultados dos meus exames, chegamos a conclusão que o ideal é fazer uma cirurgia. Como o meu caso tem uma certa gravidade, quem irá chefiar a equipe de médicos é o médico e docente da UEL, Ricardo Mendes.

Coloquei o nome dos médicos, porque eu sei bem o que é perambular de médico em médico sem ter respostas, dessa forma, quem mora em Londrina-PR ou proximidades, já sabe a quem recorrer.

Segundo a ginecologista, a cirurgia é demorada e complexa, pois existe a possibilidade de retirada de parte do intestino, eu ficarei internada no hospital por alguns dias, mas depois de duas semanas estarei recuperada. A anestesia é geral, todavia, posteriormente, posso assistir o vídeo da cirurgia em casa.  A cirurgia é uma videolaparoscopia, o procedimento é realizado por  3 pequenos cortes, que passa a câmera e depois injetado um gás dentro da gente para que os médicos possam realizar a cirurgia com maior eficiência.

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